segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

That's not scientifical

Incantation
Little ways to change the world
Versing rhyming in streets
Magical heavy lips
swords

The raising of electrical
rainbows
Unphysical explanation
For the real

But still a dream
Time and space
Working
Like a steam
Machine

Is the Universe
Making logical no senses?
In a few verses
Every atom dances

A chuva não vai cair

Me faltam palavras
Que não cabem num tinteiro
Me sobra nada
Que preenche-me inteiro

Me faltam rosas
Plantadas em jardim
Me sobram as prosas
Vazias e sem fim

E depois da chuva
A lembrança
Cada pingo, gota d'água
A essência sua
Habita e dança

Onde me falta você
Me resta solidão

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A sobra

Saudades do seu sorriso
que molha a boca
Ressoa com palavras sonorizadas
Eu era tão vivo
sonhador
hoje me restam as cinzas
do que já foi um grande amor

Hoje me restam as dores
Do que foi perfume
Do cheiro das flores

Hoje me resta a solidão
A dor que me habita a escuridão
A saudade de algo que não me lembro mais se algum dia já tive
Me restam os abismos
por onde estive

Me sobram apenas
os cacos do meu coração

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Fé em cifras

Minha fé, perdida num manto de corrupção.
Nem a ela, meu sonho pós morte, vejo livre do ópio esverdeado
Esse cifrão substituiu a cruz, o meu templo tem servido a outro senhor
Me iludindo da verdade, abrindo meus olhos para o escuro
Ave Maria, tenha dó, ouça minha prece
Antes que a porta da vida se feche
Deixe-me dizer a Deus que o amo
Sem antes, deixar meu filho na fome
Por favor , eu te clamo
Por Deus eu te peço
Por Deus, eu rezo sem dinheiro pra rezar.

Dias Ebraico

domingo, 30 de novembro de 2014

Poesias com titulo no final(2)

Por que não sai da minha cabeça
Por que é tão impossível que eu te esqueça
E as noites que eu deixei de dormir
E os dias que não consegui acordar
São sonhos
São versos
São cores e tons
Sabores de chá
Ainda não sei o que fazer


Dias Ebraico - Porque ainda sonho com você

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

The machine-man's wolrd

Sopram
Sons de ferro
Ao ouvido de mortos


Erguem-se montanhas, tapando o azul celeste


Queima-se o ar

Tudo que é vivo

Há de queimar


Também

Ouvi ferro em cadáveres

Pulsando, trincado desesperado

Ouvi pedra
Fria e mórbida
Atravessada pela angustia

Viver, sofrer. Cada batida do coração, dói como um tapa na cara

Como se tapas ainda doessem.
Como se o orgulho não aliviasse
A capacidade de sentir qualquer coisa

Eu vejo óleo derramado nas estradas
Eu vejo mercúrio escorrendo nos campos de guerra
Eu vejo
Coisas
E meus olhos imploram pelo escuro
Para que nunca mais vejam essa triste escuridão

Dias Ebraico

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Navegante de aspirações, inspirações.

Na noite densa
Onde rondam os sonhos
Nadando em correntes
                       Celestes
Galopam em estradas
Em sinapses
Levando tudo com quê que é arte
Tudo que um dia mudará
o mundo
ou alguém




Dias Ebraico

sábado, 15 de novembro de 2014

Entre tanto, você

Eu te vejo
Entre os cachos da minha imaginação
Entres vértebras da minha existências
Enraizada no meu ser

Pedaço de mim
Pedaço do céu
Despedaço-me
Por aí

Você
Que me intriga
Que me integra
E me entrego
Flor que rego,
me alegra
me dá vida

Eu te vejo
Você me vê
Eu te quero
de janeiro          até amanhecer

Depois seremos

Depois de tanta guerra
E tanta morte
Tanta dor
Que atormentaram uma era
Depois de uma chuva vermelha
E do dinheiro comer as almas humanas
E de sobremesa levar o resto de tudo
Depois da dor
Tanta dor
E tanta mágoa
Depois do ódio ter corroído os corações
E o orgulho ter acabado com o que tínhamos sobrando de amor
Depois de todo esse tudo caindo sobre nós
Acho que já podemos voltar a amar
Já podemos desistir do ego
Já podemos cantar
O amor é cego
Por que não olha
Mas é sábio por que vê
Nós somos quem somos
E não precisamos de mais nada
Além de nos encontrar
E, quem quer que sejamos, ser

Dias Ebraico

sábado, 8 de novembro de 2014

Polissomia colorente amorosa

É verdadeira vida
Dinâmica
E até sofrida
Fugida do tédio
Do assedio monotônico
Do melódico insonico
E da insonia sem sonho
O amor é a cor do quadro
Primeira nota do perfume
E as 12 notas do piano
Só não nota
Quem não sabe viver

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Velhos tempos mágicos onde toda poesia que eu fazia me agradava, e até um titulo com esse parecia ser perfeito

Que saudade dos velhos tempos
onde tudo era poesia
E poesia era magia
tudo era tão mágico

Por que estou tão velho?
E desencantado
Eu quero ver de novo
aquele mundo tão mágico

Que saudade da poesia
Que saudade do amor
Que saudade da época
em que tudo cheirava a chocolate
e chocolate tinha cheiro bom

As coisas belas
Eram todas
As poesias parecem tolas
Eu era jovem
Eu via o mundo
Como um outro mundo
Só que esse mundo
não parece mais tão legal como antes

Onde foi parar a poesia que eu tanto respirava?

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Viajante

Junte as trouxas
Calce outro sapato
Limpe as roupas
Arranje um jeito
De viajar
Barato
Um ônibus apertado
Com manchas
Deleite
No leito

Mas vá
Pra longe, pra qualquer lugar
Ao menos uma vez
Levante
Como um monge
Um imigrante
Um fora da lei

Fuja, migre, não fique
A vida precisa de novas terras
Um outro planeta
Para que você passe para novas eras
Onde explore outro verso
Outro infinito de outras letras

Lembrança matutina

Perdido
Entre as ondas do lençol


Aquele cheiro de manhã nova
Beijos e abraços
O cabelo se solta
A musica toca
A dança não para
O tempo

Tão lento

A cena tão rápida
A carne tão pálida
Que se decora
Em amora
Se devora
Se ama
Na lama
Do corpo
O louco
Encontra
A vida
O fogo
A tragedia
Alegria!
A festa
Monotonia
A cama
E o amor que assovia

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Menéorito

Quebrando as ideias
Em 9 ponto 2
Magnifictude
Quebrando as velhas
Monótonas passeantes de calçada
Velhas meias,
Ideias calçadas desgastas
Até a metade
(nem tirei pra lavar)
Ideias pensadas e pesadas
Milenares dinossauros
Destruídos
Pelo menéorito

Brilhante
Chamusco rasante
Riscante
Tracejante celeste
Estrela ascendente(caídas são as velhas)
Tremedora de toda a esfera
Pedra cintilante atritada pela minha atmosfera
Dói
Mas revive esse jardim encefálico de antigas pedras

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ternura

Minhas
Meras linhas
Meus
Meros versos

Um rosto terno
De inspiradas viagens
Navegadas pelos mares

Eu, romântico...
Quase louco
De irracionais fatores quânticos
Tremo e choro
Me queima até o osso
Quando teu terno rosto
Eu olho.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aquariano

Parece que o mundo acabou
Ninguém se olha
Quanto mais se vê

Parece que o mundo acabou
Parece que a vida não existe
E só há pedra nos corações

Parece que o mundo acabou
Parece-me ser um remanescente
Um dos poucos que sentem.
Alma do mundo
Em luz passando pela lente.
Dos olhares da compreensão
De que nem todos podem ver.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Deslanço

Tão sério
Meros rasgos
Meras palavras
Olhares
Meros tempos passados

Que tédio
Olhares tão frios
Quase sofridos
Mentes pálidas
Faces vazias

É por aí.
É sem graça mesmo
Tão longe
Dos nossos turbilhões, batidas de coração, canhões.
Velhas histórias. Presentes. Sem pensar nos raios brotados dum dia pra nascer.
Eramos nós. Eramos. Eramos. Agora, desatamos o nós.

domingo, 19 de outubro de 2014

O sábio

O sábio cantarola
Com um sorriso de aprendiz
Com a alma encriançada
Com um jeito tão feliz
Ao tempo que chora
Desabrocha alvorada
Do tempo do sábio aprendiz

Dias Ebraico

Rosa Nascida

Que a paz reine; Entre raios da manhã; Nas flores de seda, colhidas por mãos calejadas. Desperta a rosa/alma. Chorosa, mas tão calma. Rosa/Menina, nascida do vento, criatura de amor. Lábios e labaredas dançam sabedoria. Canções vivas e acesas. Segredos e mistérios, da rosa menina, sabedoria do eterno, mistério criador.

Dias Ebraico

domingo, 12 de outubro de 2014

Rimas sem fim

Vou que vou
Na minha
Vou andando
Nos versos
Sem linha

Vou de pé
Vou e vim
Vou de onde vier
Inspiração
In-ventando
Rimas sem fim.

Dias Ebraico

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Tudo caído

Tudo, tudo
Caindo, caindo
desabando, destroçando
Sem parar, sem parar
Chovendo
Tudo. Caindo.

Sobre mim
Sobre minha alma
Minha culpa
Minha fúria
Minha calma
Minha dor
Meu sofrer
Minha angustia
E solidão
Meu tédio
Minha morte.
A loucura corrompente da sanidade

Derramando
Sobre minha pele
Manchados
os lençóis do meu coração
Afogado
No mundo caído
E sua imensidão

O peso

Queimadas as asas
Soldadas as correntes
Arrastados os pesos da consciência
Quem quer ser livre
Quem aguenta a verdade
Quem quer ser real
Quem aguenta o peso
da liberdade

Uma poesia pra passar o tempo

O vento passa
pela praça
Roubando atenção
Levantando a poesia
e as folhas do chão

Vi o tempo se passar
Como o vento e eu então
O tempo venta até não ter
nenhuma folha em minha visão

domingo, 5 de outubro de 2014

Ode a primavera

É primavera
Cantam pássaros
Da nova era
Lirando poesias
Com a destreza
De quem esmera

Longos cantares
Flores de néctar e mel
Amores e amares
Cabíveis em papel

Poesia escritas
E folhas de palmeira
Ipê amarelo
E laranjeira

Poesias bem vistas
E saborosas
Suculentos frutos
Perfume de rosa.

É a primavera
Anunciando
A nossa era
Que será

Dias Ebraico - Ode a Primavera

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Amor em Prosa Poética

O que quero? Se não amar, se não dizer, que o que quero é você.
Ah! Desejo, almejo, quando vejo: impressiono-me. Ouço e leio impresso: Seu nome. Tatuado, escrito e grafado: nas pétalas da minha poesia. Sim, ouço a melodia, escrita em pauta, nem uma virgula ou pausa falta. Letra a letra, teu nome me consome, nota a nota, minha estrofe vai longe. Tão longe, onde e quanto posso ir, pra ver se tu pode me possuir. Tão longe te escrevo, como se não pudesse parar, é tão bom deslisar, a caneta pelo relevo, o dedo pelo teclar. O graveto sobre a areia, o giz sobre o chão. Eu sobre você, Eu sobre tudo que tenho a dizer: o que quero é você.

Querido verso de amor

Ao's verso's de amor


São cansões de estrela
Brilhando a centelha
Em Brasa Coração.


São casas
São Asas
Palavras
Poemas
Dilemas
Problemas
Soluções

São misturas de tudo que vemos
São a soma e o produto de tudo que Somos
São sentimentos
Escritos por extenso
Anotações da vida
Amiga palavra
Palavra querida
Amo por você
Penso por você
Quase morro
Se não te dizer

Querido verso de amor - Dias Ebraico

O lugar

Ainda é possivel sonhar
Dentre todos os escuros
E o vazio
Dentro de todo o mistério do mundo
Ainda há um lár
há um lugar seguro
Longe do vil
Onde de sonhos
são mais leves que o chumbo

O barco

O barco
e o papel
A navegar na névoa nuvem
do céu

De sua solidão frágil
Se vê um naufrágio

Por ser sólido

de sozinho e só

A fria chuva

faz do papel

O pó

Dias Ebraico

Poesias com o titulo no final(1)

Queimando as solas do pneu
Quem leu, correu
Quem ficou
Perdeu a cor
Na ciranda da cidade
Alguém quebrou a perna
I'm freaking mad
In this'curidão eterna

Não sinto os meus pés
Acho que troquei por uma coca
Não aguento tanto stress
A MINHA CABEÇA

Pipoca - #DiasEbraico

sábado, 27 de setembro de 2014

Cego na mágoa

Meus olhos ardem
Cegos pelos ciscos
Minhas costas doem
Cobertas de riscos

Coberto de fúria
Até a euforia
Sem paz, sem sorte
Alegria

Morto
Acabado
Sem conseguir

Nem ao menos me olhar
Num espelho quadrado
Sou cego de mim mesmo
Sem sorrir
Sem ver
Sem esquecer
A magoa que carrego
Sou tão cego
Que um dia despenco
No abismo de um buraco

"Desesperado por nada"

O que é o desespero?
A agonia;
a dor?


O que é a luta pela vida?
Nesse mundo, sem cor.
 O que é a pressa de fazer tudo, que num fim de uma existência, se acaba em nada?
 A velocidade do mundo. É lenta.
 Mas fazemos do nosso mundo o desespero.
Fazemos gás tóxico do ar que nos venta.
Fazemos um inferno do mundo inteiro.
Fazemos barulho
Onde havia música
Jogamos entulho
Nos jardins

Trocamos nossa preciosidade
por trocados
que não se troca por nada de valor

Fazemos euforia, Alarde
por inúteis
quinquilherias desumanas, sem amor

O ser humano
O estranho
O que acha que procura tudo e quer tudo.

Mas não sabe o que procura, muito menos o que quer, ainda menos o que vai encontrar.

E

Fica

No

Escuro


"Desesperado por nada" - Dias Ebraico

Pelo menos a rima tem sentido



Não consigo pensar
Não me vem a cabeça
Nada, nenhum sentido
Nada que a menos se pareça

Nem perto da realidade
Eu e meus pés voadores
Tão longe do chão
Tão perto das dores
E das flores
E aonde fores
talvez
Eu estarei
Talvez
Onde estiver

Tal vez qualquer
Eu entenda um pouco do real
E quem sabe
Eu me entenda também
(Só pra deixar uma rima no final)

Dias Ebraico

Sexo


   Que    tabu
 Que    vento no sul
Que   vácuo   mental
 Que   sensação
  Que   brutal
    Que  segunda intenção
    Que   vício de sexta
    Que   a mente derreta
  Que   rima dificil de escapar
 Que  poema sem nexo
  Isso
é quase
o
sexo.

Dias Ebraico

sábado, 20 de setembro de 2014

Mover e ouvir.


Sons e vibração
Ecoam caosificando
Um choque
No mundo
No amago das nações
Reviravoltando
À origem
Remodelando a mente virgem
A música
causando no mundo
A mundança.

Flores para o mundo maquinal

Jorram flores
De todas direções
De todas as festas
A cultura de multidões

E vejo chover
Nessas terras secas
Vejo queimar
A alma de nossos poetas
A arte de luz
Que vaza pelas frestas
E chega aos olhos dos viventes em um mundo
Frio, sem sonho
Inundo
de maquinalização

#DiasEbraico


domingo, 14 de setembro de 2014

Não sou poeta



Me pergunto como faço poesia
Não faço poesia
não tenho tal maestria
Não sei compor realmente a sinfonia
A arte já vem pronta
eu só faço rimar
no papel, do lápis, ponho a ponta
E esta ponhe-se a deslizar
Escrever, e automaticamente dançar
Ao ritmo do que inspirei
Do que quero mostrar

Floriartista

Quantas flores vendi hoje
Por meros trocados
Eu provei amores

Cada flor
Cada cor
Cada palavra
E sua ternura
Até o espinho da rosa

Que fura
Tem seu encanto
Tem um doce acalanto
É perfume
É fogo de fera
Vaga-lume ao pé da serra
É mais que céu
É primeiro beijo
Com gosto de mel.

The Poetry in each petal.
Has beauty spectral .
Has the sounds of dew.
Crashing and splashing the feel.

Playful spirit.
That know what is l'amour.
roar of roses ablaze
And give no exit
or escape, my spell istrong
You will love, from now on.

O que aconteceu

Me tocas assim
Me tocas ruim
Me tocas sem gosto
Mal tocas meu rosto


Que medo
Não me morde
Não me dá um sacode
Já não fica feliz
E já parte tão cedo

É você que eu quis
E sempre vou querer
Me fala então
O que aconteceu
Com aquele velho eu e você

Loucos


Loucos, carentes
Desesperados,
jovens, inconsequentes
O que são esses garotos
A nova banda tocando o silêncio
Foliões melancólicos
Sóbrios alcoólicos
São filosofos, eu acho
Talvez artistas, mas só talvez, bem talvez
Poetas. Um dia, mais um talvez
Mas são loucos. Loucos, doidos e malucos por esporte.
Loucos cantando sem voz
Loucos dançando o vento
Colocando baldes nas goteiras do céu
Partindo bolos e corações
Recitando versos e orações
Somos apenas loucos e nada mais.

DiasEbraico

Ao amor

Amor
Quem é você?
O que faz aqui?
Quer mesmo destruir
Causar terror
Oh! Consequências do amor!
Seguem as sequencias variando de felicidade a dor
Oh dor?
Por que se confundes com minha razão de viver?
Tão irracional razão.
Como pode ser?
Possível? Incrível. Inesquivável. Explosão.
Chamas atraentes, um chamado crescente.
Seduz-me Queima.
A chuva que choca-se na telha
Cheira a chocolate
Amor! Essa coisa Escarlate
De fina doçura
Que não enjoa
Inesageravel
Incessante
Inesgotável
In-queimante
Amante
Eterna razão de viver e morrer
Como se nunca fosse acabar.

Ao Ciúme

Hey. Ciumes!
Quem pensa que é?
Eu não pertenço a você
Vicio dos próprios pecados
Não me amas
Não me cuidas
Me estraçalha
E acaba
de vez
Dá um fim
Talvez
Não sem acabar comigo primeiro
Você declararia acabado
Já repousei em teu colo
Mas o que veio
Será a angustia
de ser um objeto
Indireto e diretamente me ofende
Como se sente?
Inseguro?
Eu estou invadido
Ah, ciumes... Seu demônio
Tornou-se ódio
por parecer amor
Tornou-se tormento
E tudo que tínhamos

Agora são palavras

jogadas

ao vento

DiasEbraico

Amor em Prosa Poética

O que quero? Se não amar, se não dizer, que o que quero é você.
Ah! Desejo, almejo, quando vejo: impressiono-me. Ouço e leio impresso: Seu nome. Tatuado, escrito e grafado: nas pétalas da minha poesia. Sim, ouço a melodia, escrita em pauta, nem uma virgula ou pausa falta. Letra a letra, teu nome me consome, nota a nota, minha estrofe vai longe. Tão longe, onde e quanto posso ir, pra ver se tu pode me possuir. Tão longe te escrevo, como se não pudesse parar, é tão bom deslisar, a caneta pelo relevo, o dedo pelo teclar. O graveto sobre a areia, o giz sobre o chão. Eu sobre você, Eu sobre tudo que tenho a dizer: o que quero é você.

Ao's verso's de amor


São cansões de estrela
Brilhando a centelha
Em Brasa Coração.

São casas
São Asas
Palavras

Poemas
Dilemas
Problemas
Soluções

São misturas de tudo que vemos
São a soma e o produto de tudo que Somos
São sentimentos
Escritos por extenso
Anotações da vida
Amiga palavra
Palavra querida
Amo por você
Penso por você
Quase morro
Se não te dizer

Querido verso de amor

Um Lugar

Ainda é possível sonhar
Dentre todos os escuros
E o vazio
Dentro de todo o mistério do mundo
Ainda há um lar
há um lugar seguro
Longe do vil
Onde de sonhos
são mais leves que o chumbo

Poesia nossa de cada Dia



Toda poesia
Por mais tola
E efêmera
carrega a triste alegria
seja escrita em rena
ou na areia do chão
as vezes ela leva o coração
as vezes raiva
talvez leve nada
talvez lave a alma

Por isso busco a poesia
deixando ela me buscar
deixo ela fluir,deixo ela escapar
Sinta-se livre pra me copiar
A poesia não é minha
A poesia não é de ninguém
A poesia é de todo mundo
É minha e sua também
A poesia é nossa de todo dia
Diga-me versos e terá companhia
Terá críticas talvez
nem sempre minha inveja perde a vez
Mas terá, sim, sem talvez,com certeza
O reconhecimento de que sua poesia
tem beleza!
Dias ebraico

Poesia Solar


O sol desce no mar
de vento em polpa
a fruta na roupa
se dispõe a manchar

Na vida, na morte
Sofrida sorte

de quem se dispõe a amar

o céu
ilimitado limite
de sentir
ver
ser
ler
e sorrir

O sol se ergue do mar
se levanta
lenta e lindamente
imensidão emergente
Deus incandescente
O próprio iluminar

Eu imerso na imensidão
com roupas pintadas de fruta
Sou quem escuta
a poesia
Desse grande Sol
a nos recitar

#DiasEbraico

Infância


Já vivi
Já me fiz morrer
Pedalei
me vesti de rei
mas caí
do trono
e sorri.
Já fui criança pentelha
Joguei pedra da telha
Toquei sirene
e fugi.
Nesse barco de infância
não há criança que não reme
Porém
Cresci criança
Mesmo fora da infância
A infância ainda tem-me
Sem temer
Sem medo
do envelhecer

#DiasEbraico

A poesia que existe em mim.

Joguei meus versos
Em desesperar
No ínfimo do infinto
Como se fosse no mar


Como se fosse isca
Meu verso de mim
Eu procuro a poesia
Em meu sangue carmim

#DiasEbraico

Poeme

Se é pra queimar
que queime
E esprema
Até a ultima poeira de alma
Que derreta numa sauna
Su-surrando palavras
Nas fornalhas; que uso pra ouvir.
Dias Ebraico

Dentadura


Cale-se
O cálice
Cheio
De cadeados
Dourados
Ouro de tolo
Não se reparte bolo

Colidindo com a cabeça
O Brasil cresceu
Ah, cresça
De uma vez
Por mais vantajoso que o dado pareça
Eles exaltam-se como reis.

Dias Ebraico

Me dizem.

Me dizem pra dizer;
O que sinto.
Mas não pode ser.
Pois se falo, minto.
Então só posso crer
que o que sinto
não dá pra dizer
#diasebraico

Meio poético

Meio que jogado
no canto
meio calado
to meio assim
nessa tarde
To quase por inteiro
pela metade
Até pensando
Se não seria melhor parar
de escrever, deixar pra lá
...
#DiasEbraico

Delírio Florente

Pesa
O Erro
Queima
 Me o medo.
Sorri uma flor
Espetacular
Sem lar
Sem pétala
Sem mais, poi-se em choro

Poluir. A si. Denegrir.
Adepta.
Da arte.
De se partir.
Nas suas milenares de partes coraçônicas.
Dias Ebraico