sexta-feira, 12 de abril de 2019

Morte e Nascimento

O rasgo
Que sangra a pele
Do cardio
Que se fere

Da noite escura
O desejo
De queimar-se por dentro
E por inteiro

Até que vire cinzas
Esse ser desolado
Entregue ao vento 
À sina 
Do morrer inevitável

Puro fogo, vento e fumaça 
O ser se transforma 
Em morte se enche de graça 
Se olha no espelho 
Se reflete de luz 
No fundo dos olhos castanhos negros e azuis 

Se vê de verdade 
Vê entre o peito 
Escorrer do Sol 
O Amor liquefeito 

Onde anjos se banham 
Em nua beleza 
O morto se torna 
A luz das estrelas