Caminhava sobre pedras velhas de uma rua cinza
Eis que era vivo
E tão vivo
Mas tão morto caminhava
Cego, vendado
Com olhos cortados
Só olhava para trás
Sonhava em deslumbrar alguém
Do lado
Do lado
Mas sempre
Do lado errado
Do muro
Do lado escuro
Do lado no nada
Do lado de fora
Da pele
Marcada
Para um feriado em dia de domingo
Eis que era vivo
Mas a vida...
A vida o abandonara