Minha mente é um bola de cristal partida
As vezes a viagem
é só de ida
Eu só quero saber
Pronde o vento soprará
Quando não houver saída
A não ser sair
Eu espero o nunca
Esperando para sempre
Eu espero sem ar
Espero sem ser
Espero sem poder
Me transitar
Me transmutar
Esperando tudo e nada cair do céu
Esperando a estrada acabar
Eu me pergunto tudo
Mas não respondo nada
Sei que vim de algum lugar
Mas não quero ir a lugar algum
Ou lugar qualquer
Não quero dar ré
Não quero esperar
Não quero ficar parado
Mas não quero sair do lugar.
domingo, 20 de dezembro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Chorosa e Seco
Que me beija em prantos
E afaga-me um tanto
Que lágrimas lhe lavem
Que os abraços lhe calem
E rompam as represas
De mil e milhões de mares
Antes sólidas por eras e eras
Não as dos seus olhos, que já se romperam muito em sua vida
Mas as dos meus secos olhos
Afogados em seu desespero.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Feras
Feras sozinhas
Feras raivosas
Feras humanas
Feras medrosas
Feras feridas
Feras ferradas
Feras LIVRES e aprisionadas
Feras tristes
E felicidade
Nossa fericidade
É nossa fome
Na cidades
Onde ninguém come
Fera seremos
Até que um dia
A gente some
Feras raivosas
Feras humanas
Feras medrosas
Feras feridas
Feras ferradas
Feras LIVRES e aprisionadas
Feras tristes
E felicidade
Nossa fericidade
É nossa fome
Na cidades
Onde ninguém come
Fera seremos
Até que um dia
A gente some
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Funeral
Me deparo então, com a morte
Pois agora, de frente pro morto
Carregante de um corte
Insangrante e exposto
Questiono
Se não sangras nem andas
Se não fala ou pensa
Por que esse corpo, cortado e tão morto,
Ainda se atreve a bater em meu peito?
Pois agora, de frente pro morto
Carregante de um corte
Insangrante e exposto
Questiono
Se não sangras nem andas
Se não fala ou pensa
Por que esse corpo, cortado e tão morto,
Ainda se atreve a bater em meu peito?
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Fúnebre,
Poema,
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Rotina
Cansado
De versos
Aversivos
De noites
apoéticas
Que duram
milhares de milhares de incontáveis segundos
Desperdiçados
Com solidão
De sons
Que não
fazem música
De músicas
Tocadas em
vão
Palavras
Que não
tocam ninguém
Do essencial
à vida
Que tanto se
vive sem
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Máscaras
E queimei meus documentos
Minhas roupas
Meus livros, minhas poesias
Queimei minha casa
Minha face
Meu cabelo
Queimei e deixei virar cinzas
Pois nada me representa
Nada nem minhas lágrimas sabem como representar minha dor
Nem meus sorrisos sonham em ser minha alegria
Só meus olhos
Em teus olhos
Dias Ebraico
Minhas roupas
Meus livros, minhas poesias
Queimei minha casa
Minha face
Meu cabelo
Queimei e deixei virar cinzas
Pois nada me representa
Nada nem minhas lágrimas sabem como representar minha dor
Nem meus sorrisos sonham em ser minha alegria
Só meus olhos
Em teus olhos
Dias Ebraico
terça-feira, 2 de junho de 2015
Jardim Celeste
Eu planto noites
Em solos estrelares
Regados a cometas
Cadentes, chuva de estrelas
Contentes
Flores irradiantes
Escuras
Noites quentes
Que a frente
de sopro solar
Ventando auroras
e ondas no mar
de estrelas
Até a manhã brotar
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Nosso Querer
Quero porque te quero
Quero pois minha ânsia
É de percorrer teu beijo
Quero porque minha dança
São nossos olhos
Quero porque me queres
Quero, e tanto quero
Que não tolero
Nada
Se não você
Que também tanto me quer
Mas não quer me ter.
Quero pois minha ânsia
É de percorrer teu beijo
Quero porque minha dança
São nossos olhos
Quero porque me queres
Quero, e tanto quero
Que não tolero
Nada
Se não você
Que também tanto me quer
Mas não quer me ter.
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quarta-feira, 25 de março de 2015
(C)Ego Visionário
Armem-se
De arsênio
Pois da nossa ganância
Todo ar será veneno
Será rubídio escorrendo de um corte
Todo oxigênio hidrogenado
Será sinônimo de morte
Pois a univalência do (c)ego
Agora já é fato
Com o resto
Não há quem se importe
O egoísmo é nosso extrato
Inato e forte
Dias Ebraico
De arsênio
Pois da nossa ganância
Todo ar será veneno
Será rubídio escorrendo de um corte
Todo oxigênio hidrogenado
Será sinônimo de morte
Pois a univalência do (c)ego
Agora já é fato
Com o resto
Não há quem se importe
O egoísmo é nosso extrato
Inato e forte
Dias Ebraico
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sexta-feira, 13 de março de 2015
Quem é você?
É um absurdo
Você ser tão bonita
É estranho
Tanto eu estranho
Tanto você sendo quem é
Tanto tento não ver
Quem é essa desigual?
Que incomum, raro, afinal
Quem e você?
Tão contrastante comigo
Tanto não consigo
Como tento não ver
Pois quebra meu mundo
Meu relógio dá voltas
ao contrário
Tanto que tu é bela
Que minhas estrelas já não são as mesmas
Tudo sem graça
Parece tão hilário
Que meu deserto virou mar
E meu mar virou amar
O incerto
Agora é certeza
E toda certeza que tenho, são meras dúvidas
Todo frio
Agora queima
Tudo que foi dito
Agora é contradição
Eu não te entendo
Realmente
Mas quer coisa mais bela
que esse mistério
à minha frente
Você ser tão bonita
É estranho
Tanto eu estranho
Tanto você sendo quem é
Tanto tento não ver
Quem é essa desigual?
Que incomum, raro, afinal
Quem e você?
Tão contrastante comigo
Tanto não consigo
Como tento não ver
Pois quebra meu mundo
Meu relógio dá voltas
ao contrário
Tanto que tu é bela
Que minhas estrelas já não são as mesmas
Tudo sem graça
Parece tão hilário
Que meu deserto virou mar
E meu mar virou amar
O incerto
Agora é certeza
E toda certeza que tenho, são meras dúvidas
Todo frio
Agora queima
Tudo que foi dito
Agora é contradição
Eu não te entendo
Realmente
Mas quer coisa mais bela
que esse mistério
à minha frente
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sábado, 7 de março de 2015
Combustão
Por quê?
Por quê que meu peito inflama, e te chama
Tão infame flameja
Meu corpo que beija
E deseja
A chama, fogo, labareda
Que brota de ti e incendeia meu olhar
Por quê?
De tão quente
Incandesce
Reluz rubi em minha pele
Calefa sangue
E cresce
Tão rápido quanto venta
Pois, meu amor,
é você que me alimenta.
Dias Ebraico
Por quê que meu peito inflama, e te chama
Tão infame flameja
Meu corpo que beija
E deseja
A chama, fogo, labareda
Que brota de ti e incendeia meu olhar
Por quê?
De tão quente
Incandesce
Reluz rubi em minha pele
Calefa sangue
E cresce
Tão rápido quanto venta
Pois, meu amor,
é você que me alimenta.
Dias Ebraico
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Tribo
Somos irmãos
Filhos do mesmo pai
E da mesma mãe
Iluminados pelo mesmo Sol
Nascidos do mesmo barro, da mesma Terra
E bebemos da mesma água
Respiramos do mesmo ar
e não há
Um de nós
que não seja um de nós
Filhos do mesmo pai
E da mesma mãe
Iluminados pelo mesmo Sol
Nascidos do mesmo barro, da mesma Terra
E bebemos da mesma água
Respiramos do mesmo ar
e não há
Um de nós
que não seja um de nós
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
Killing my verses
You are more than I expected
more than I can feel
More than I suposed to be
Because every time that I think you
Its the only time I have.
Because every step I take in your direction
Are all the steps that I have taken
And now, I lose my time, killing my verses
Saying foolish things.
But, they still the purest form of true.
more than I can feel
More than I suposed to be
Because every time that I think you
Its the only time I have.
Because every step I take in your direction
Are all the steps that I have taken
And now, I lose my time, killing my verses
Saying foolish things.
But, they still the purest form of true.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Deixa
Esqueça
Mexa, não deixa
Parar
Esquece
Remexe, coloca
Tudo em outro lugar
O mundo é uma loucura
Está em sua literatura
Bagunçar
Então esquece tudo
E deixa tudo se ajeitar
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Reflexão sobre o mundo
Contradição
Eu joguei meus sonhos fora
Queimei-os em um tonel
Quero te beijar agora
Enquanto desfrutamos o céu
Joguei meus sonhos no lixo
De que me servem as coisas que não existem?
Quero dormir em teu sorriso
Que graça outro leito tem?
De que me adianta sonhar
Se é só isso que sei fazer
Dias Ebraico
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
Encha-me
Você
Que me acalma e queima
A alma
Você
Que me deixa plenamente incompleto
Me desintera, desintegra
Me torna inteiramente interessado
Você
Que é minha chuva
Meu preenchimento
Minha seiva ruiva
Meu momento
Tu és a cura
Do meu sofrimento
Você
Que me esvazia de vazio
E me corre um rio
Reavivando meu (a)mar
Que de tão morto e salubre
Que tanto que se ilude
Já não podia-se navegar
Que me acalma e queima
A alma
Você
Que me deixa plenamente incompleto
Me desintera, desintegra
Me torna inteiramente interessado
Você
Que é minha chuva
Meu preenchimento
Minha seiva ruiva
Meu momento
Tu és a cura
Do meu sofrimento
Você
Que me esvazia de vazio
E me corre um rio
Reavivando meu (a)mar
Que de tão morto e salubre
Que tanto que se ilude
Já não podia-se navegar
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
A Cor Dando

Por que é bela a cor que não se vê
Que queima a carne
Enquanto os olhos correm as linhas
Dos versos que se lê
Porque a cor mais vermelha
Só na pele
É vista
E se assemelha aos sóis que se põe no verão
Quando ficamos a sós
E nossa cor tão mista
Derrama-se pelo chão
Percorre o mundo
Colore o tudo
Que antes não parecia ser nada demais
Dias Ebraico inspirado por Caroline Brandão
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Amor,
Caroline Brandão,
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domingo, 1 de fevereiro de 2015
O corpo
E o coração
Dança no canto
O rosto
Almejo
Um passo, um beijo
E o "corpo" a andar
lado a lado
juntos a amar
Uma poesia antiga, lá dos primórdios do meu primeiro caderno poético. Ou seria o segundo?
Dança no canto
O rosto
Almejo
Um passo, um beijo
E o "corpo" a andar
lado a lado
juntos a amar
Uma poesia antiga, lá dos primórdios do meu primeiro caderno poético. Ou seria o segundo?
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sábado, 31 de janeiro de 2015
Poesias com titulo no final (3)
E cada sorriso que dei
Cada pensamento bom
Que me passa pela cabeça
Cada noite estranha
Que vira as avessas
Foi por tua causa
Você em minha mente
Você que nem sente
Eu sentindo você
E cada passo dado
Cada dia que acordo
Tenho você do lado
De dentro
Por que você sabe, a vida é assim
Quero para sempre
Você em mim - Dias Ebraico
Cada pensamento bom
Que me passa pela cabeça
Cada noite estranha
Que vira as avessas
Foi por tua causa
Você em minha mente
Você que nem sente
Eu sentindo você
E cada passo dado
Cada dia que acordo
Tenho você do lado
De dentro
Por que você sabe, a vida é assim
Quero para sempre
Você em mim - Dias Ebraico
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Poesias com titulo no final
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Coletânea de Perfumes Versáteis
Essenciais
De inevitáveis Ares
De guerras insaciáveis
De sonhos semelhantes
À sensação da morte
Ouvintes da canção
Aqui vos digo(:) o essencial
Lhes falta à vida
Acorde
Que a viola já toca
E teu toque de violência inspira
Eis que um toque de monotonia
Mesmo que cronico
Há mais de um tom de cor
Nesse mundo cinza
Onde restam as cinzas de homens
Que o ódio queimou
Eu cito versos
E quem nos ver sós
Não sabem o quão dura é a solidão
E se tu achas o meu poema confuso
É por que ainda não viu o resto do mundo
De inevitáveis Ares
De guerras insaciáveis
De sonhos semelhantes
À sensação da morte
Ouvintes da canção
Aqui vos digo(:) o essencial
Lhes falta à vida
Acorde
Que a viola já toca
E teu toque de violência inspira
Eis que um toque de monotonia
Mesmo que cronico
Há mais de um tom de cor
Nesse mundo cinza
Onde restam as cinzas de homens
Que o ódio queimou
Eu cito versos
E quem nos ver sós
Não sabem o quão dura é a solidão
E se tu achas o meu poema confuso
É por que ainda não viu o resto do mundo
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