sábado, 27 de setembro de 2014

Cego na mágoa

Meus olhos ardem
Cegos pelos ciscos
Minhas costas doem
Cobertas de riscos

Coberto de fúria
Até a euforia
Sem paz, sem sorte
Alegria

Morto
Acabado
Sem conseguir

Nem ao menos me olhar
Num espelho quadrado
Sou cego de mim mesmo
Sem sorrir
Sem ver
Sem esquecer
A magoa que carrego
Sou tão cego
Que um dia despenco
No abismo de um buraco

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